Os Hormônios e o Envelhecimento.

Nós humanos possuímos sistemas biológicos abertos através dos quais matéria e energia fluem. Incontáveis fatores internos e externos constante e permanentemente nos afetam, desde o alimento que ingerimos até o ar que respiramos. Entretanto, a crescente desordem molecular exerce, sem nenhuma dúvida, forte impacto nos processos de envelhecimento.

Variações na velocidade e nos padrões de desordem em moléculas que constituem nossos tecidos podem ser a explicação do porque alguns dos nossos órgãos envelhecem mais rapidamente do que outros e também podem justificar a razão da velocidade do envelhecimento sofrer variações tão amplas de indivíduo para indivíduo.

A velocidade do envelhecimento humano está condicionada a quão bem evoluímos, quão bem nos cuidamos, quão eficientes são os nossos sistemas de reparo e da nossa herança genética.

Em última análise, embora não deixe de ser irônico, não podemos culpar a natureza pelo nosso envelhecimento. A natureza nos configurou apenas e tão somente com o intuito de atingirmos a plenitude reprodutiva.

Fomos nós mesmos que a driblamos e alteramos o plano original, ousando e permitindo-nos viver impunemente muito além do nosso limite reprodutivo e abrindo uma verdadeira caixa de Pandora de perdas funcionais e cumulativas que resolvemos denominar envelhecimento. Mesmo o Universo caminha para um estado final de crescente desordem. Não temos, até o presente momento, qualquer razão para crer que seres vivos constituam uma exceção a esta lei universal.

Envelhecer, é, na realidade, um artefato criado pela civilização, porquanto somente se expressa em animais civilizados (humanos), ou animais que os humanos decidiram proteger.  Nenhum animal não-humano gasta mais de 2/3 da sua vida experimentando e padecendo de declínio gradual e cumulativo das suas funções fisiológicas.  Aprendemos como modificar nosso meio ambiente, desta forma, passamos a viver muito além da nossa capacidade reprodutiva e a experimentar o fenômeno denominado envelhecimento, algo que jamais planejamos descobrir.

O contraponto de todo este processo é que nossos sistemas biológicos, metabólicos, de construção e de reparo são simplesmente incapazes de nos manter em perfeito equilíbrio por muito tempo além dos 30 anos. Este parece ser o nosso limite de excelência metabólica e funcional, uma espécie de “certificado garantia” que nos foi concedido pela natureza.

Pela perspectiva das taxas atuais de longevidade, pode parecer pouco.

Por outro lado, se examinarmos a escala de evolução da espécie humana ao longo dos últimos quatro milhões de anos, desde os proto hominídeos, iremos perceber facilmente que, na realidade, nunca conhecemos ou experimentamos este fenômeno atípico na natureza denominado envelhecimento.

Analisemos, como exemplo, a expectativa de vida apenas nos últimos milênios.

Em Roma antiga, cerca de 2.400 anos antes de Cristo, a expectativa de vida humana era de meros 17 anos. Na idade média era de 25 anos, em meados do século XIX, 30 anos, e foi apenas na terceira década do século XX que a expectativa de vida atingiu 50 anos. Hoje é de 84 nos países desenvolvidos. Acontece que no nosso genoma, que é o mesmo dos homens que viviam há 10.000 anos atrás, não está configurada a ordem de nos manter hígidos e capazes após os 30 anos. Na realidade, o limite de 30 anos demonstra a generosidade e abundância da natureza. As coisas começaram a mudar a partir do momento em que começamos a expandir a nossa expectativa de vida para limites cada vez mais distantes dos 30 anos, e, sem nos apercebermos, começamos a conhecer o envelhecimento.

A verdade nua e cruel é que a mãe natureza não tem qualquer interesse em manter hígida e viva uma criatura que ultrapasse o seu limite de maturação reprodutiva. Ao violentarmos este limite que nos foi concedido, passamos, sem nos aperceber, a pagar um elevado tributo por nossa ousadia.

O que a natureza faz conosco a partir dos 30 anos, é simplesmente nos preparar de forma progressiva e sorrateira para a morte. E como é que esta mensagem é repassada às nossas células? Simples: a natureza começa a diminuir a nossa capacidade de construir, repor e reparar, processos que conhecemos em seu conjunto como anabolismo, e, ao mesmo tempo, eleva gradualmente a atividade de destruição e desconstrução, processos que conhecemos em seu conjunto como catabolismo.

Como os hormônios são os mensageiros químicos que controlam todos os processos de reparo, permeabilidade da membrana celular, ativação de enzimas e síntese de proteínas, nada mais previsível do que a natureza executar seus comandos de autodestruição programados através do controle da produção dos nossos hormônios.

A partir do período compreendido ente os 25 a 30 anos de vida, iremos, todos nós e sem exceção, experimentar um crônico, cumulativo e irreversível declínio na capacidade de produção de hormônios que controlam o anabolismo, ao mesmo tempo em que sofremos com a concomitante e inversa elevação da capacidade de produção de hormônios que controlam o catabolismo.

De modo análogo a uma conta bancária, que para atingir saúde e liquidez precisa manter os depósitos (anabolismo) maior do que os saques (catabolismo), nós seres humanos, só conseguimos nos manter funcionais até o momento em que a produção de hormônios anabólicos predomina sobre a produção de hormônios catabólicos.

Podemos resumir todo este raciocínio numa equação linear estabelecida por Shemell Mormelson, ainda nos anos 50. Ele afirmava que o ser humano cresce e se desenvolve quando anabolismo é maior do que catabolismo. Atinge o apogeu da saúde e da capacidade reprodutiva quando anabolismo é igual a catabolismo (exatamente a fase da nossa vida que corresponde a faixa dos 25 a 30 anos), e envelhecimento será todo o tempo de nossas vidas em que anabolismo for menor a catabolismo (mais ou menos dos trinta anos em diante).

Não é casual que, quase todos nós, passamos a experimentar um correspondente declínio nas nossas capacidades físicas e mentais a partir desta fase da vida e, mais marcantes ainda, experimentaremos uma gradual, crônica e cumulativa deterioração da composição corporal, caracterizada por aumento da gordura corporal total e da gordura intra-abdominal, associada a uma gradual redução e atrofia da massa muscular.

Sabemos hoje, que os nossos hormônios não caem porque nós envelhecemos. Nós envelhecemos porque os nossos hormônios caem!

Na medida em que nossos sistemas de produção hormonal vão sofrendo exaustão, passamos a produzir cada vez menos hormônios anabólicos, de modo que, quando esta produção cai abaixo dos níveis fisiológicos instalam-se as múltiplas deficiências hormonais, que dentro do contexto da Medicina Integrativa, denominamos Pausas Humanas.

Ao declinar os níveis ovarianos de Estradiol, inicia-se a Menopausa. Quando caem os níveis de Testosterona, tem início a Andropausa. Ao não conseguir mais produzir ou liberar o Hormônio do Crescimento, a hipófise sinaliza com a instalação da Somatopausa. Eletropausa é a incapacidade do cérebro manter níveis circulantes elevados de Pregnenolona, enquanto que, ao esgotar a sua capacidade funcional a córtex suprarrenal dá início aos processos de Adrenopausa e Fadiga Adrenal. A incapacidade de manter níveis fisiológicos cerebrais de Melatonina é denominada de Melatopausa, enquanto que a perda da capacidade de manter a produção de níveis fisiológicos de T3, o mais importante hormônio da tireóide, instala-se a denominada de Tireopausa.

Viver e, sobretudo, envelhecer com níveis hormonais circulantes dentro de níveis fisiológicos constitui uma das mais importantes estratégias para uma vida longa, saudável, feliz e produtiva.

Dr. Ítalo Rachid

CREMESP 114612

A Criança e as Modalidade de Luta.

As lutas são manifestações encontradas desde os primórdios da humanidade. Evidentemente, com o passar do tempo, técnicas de ataque e defesa foram desenvolvidas e transformadas; transmitidas por gerações, compõem o que chamamos de cultura corporal, juntamente com as danças, os jogos etc.

Segundo Franchini (2001, p.176), “nas modalidades de luta, o esporte encontra sua origem primitiva, uma vez que se conserva a forma milenar de derrotar o adversário fisicamente, e contato direto”. No Oriente, as lutas foram fortemente influenciadas pelas correntes filosóficas e religiosas: são as chamadas artes marciais.

A criança, por sua vez, tem um fascínio natural pelo movimento, pela ação exercida nas lutas, ao tempo em que vive situações cotidianas de relações interindividuais. De acordo com Olivier (2000, p.11), “desde o primeiro ano de escolarização as brigas e as discussões surgem muito cedo entre as crianças”. Apropriar-se de objetos ou de ugares, impor sua vontade, irritar-se com o colega; são muitas as possibilidades de conflitos entre os pequeninos, que muitas das vezes recorrem ao artificio da violência física em defesa de seus propósitos.

Regulamentar a violência inerente as relações sociais das crianças, ao invés de nega-la, é proposta inteligente do educador que trabalha a arte marcial com responsabilidade. O contato de oposição física mediado por regras, por códigos de conduta, visando a regulamentar as ações, disciplinam a criança, levando-a a reconhecer limites de conduta nas relações com o outro. Assim, a criança aprendera a opor-se dentro de um ambiente saudável, coordenado por um professor capacitado para intervir de maneira construtiva no universo de ação proposto pela arte marcial.

Há uma gama de enfoques da motricidade ofertados as crianças numa boa aula de arte marcial especifica para sua idade: correr, saltar, arrastar-se, puxar, empurrar, reter; são muitas as possibilidades de expressar-se fisicamente, dentro, claro, de um ambiente educativo. Toda essa ação aliada aos componentes filosóficos que norteiam a pratica das artes marciais, certamente contribuirá para a formação de uma criança equilibrada.

Na aula, o professor deverá manter a alegria da criança no conforto lúdico que o contato corporal da luta permite, ao mesmo tempo que devera ensiná-la a dominar suas frustações, seus ímpetos excessivos de alegria e sua vontade natural de vencer, compreendendo que a resistência do outro deve ser respeitada e entendida como natural. Assim, luta será um encontro prazeroso!

A vitória do lúdico...

A ascensão e o desenvolvimento da classe dos veteranos no Brasil é uma constatação e comprovação desse fato...

Os másters ou veteranos não lutam por obrigação, por pressão ou por contrato, mas, sim por satisfação, totalmente de acordo com o ideal proposto pelo barão Pierre de Coubertin que afirmou ser o mais importante: " a participação" ...

Mais ainda disse Pierre de Coubertin que o importante, não é a vitória em si e sim o caminho percorrido até a vitória é que aperfeiçoa o homem ...

Digo eu o combustível do judoka é o empenho, o esforço e o sacrifício no treinamento que nos nutre...

A vitória nesse sentido passa a ser uma gratificante consequência das metas estabelecidas na busca pela forma física, técnica e afetiva de um grupo unido de pessoas de todas as partes do Brasil com um foco só o amor pela prática do judô ...

Cada um arcando por conta própria com suas inscrições, passagens e estadias sem apoio de nenhuma entidade, federação ou confederação...

Crescemos de forma independente e apaixonada pelo que decidimos fazer: "lutar"...

Lutar por nossa saúde...

Por nossa doutrina da suavidade, proposta pelo shihan Jigoro Kano...

Lutar pelo desenvolvimento do judô em nossos municípios, estados e país ...Em 2016 fomos mais de 200 participantes em Fort Lauderdale, uma participação significativa liderada pelo nosso grande campeão 

sensei Chiaki Ishii, que foi mais uma vez "campeão", comprovando o fato de que o campeão não se torna campeão, nasce para o exemplo, vem com a missão de exemplificar através da superação...

E quantos campeões mais temos por esse brasil afora...

Parabéns a todos contribuíram e construíram essa história de sucesso...

O clima de satisfação de um mundial de veteranos nos alimenta, nos motiva até o próximo...

Até lá então companheiros ...

Continuemos fazendo o nosso melhor ...

Se ganhamos ou se perdemos o importante é que emoções nós vivemos...

O que nos move é a ludicidade da participação...

Gambatê ...

Parabéns a todos...

JUDÔ MASTER BRASIL